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CIRURGIA DE CATARATA É SEMPRE GARANTIDA? HÁ RISCOS?

  • Foto do escritor: Flávio Germano
    Flávio Germano
  • 28 de jul. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 16 de out. de 2025

Saiba mais sobre o que se pode esperar de uma cirurgia de catarata



Cirurgia de Catarata – Termo Informativo Institucional

Expectativas Realistas, Riscos, Complicações e “Dissabores” Possíveis

Esta comunicação tem caráter informativo e preventivo. O objetivo é esclarecer, com sobriedade e transparência responsável, que a cirurgia de catarata, embora consagrada e altamente efetiva, envolve variáveis clínicas e operacionais que podem resultar em desconfortos temporários, necessidade de medidas adicionais e, em raros casos, em complicações relevantes. Não há garantia de resultado específico, grau final de visão, independência total de óculos ou inexistência de sintomas.

O que a cirurgia faz e o que não faz

  • A cirurgia remove o cristalino opaco e implanta uma lente intraocular (LIO).

  • A melhora visual depende de fatores individuais (córnea, retina, nervo óptico, tear film/filme lacrimal, doenças associadas).

  • Mesmo com cálculo biométrico avançado, pode ocorrer “sobra de grau” (ametropia residual), exigindo óculos, lentes de contato ou, eventualmente, novo procedimento.

Sintomas esperados e “dissabores” comuns (geralmente transitórios)

  • Visão embaçada/flutuante nos primeiros dias; adaptação gradual ou com necessidade de uso de óculos de grau para miopia, hipermetropia e astigmatismo

  • Fotofobia, halos e glare (principalmente à noite), podendo persistir em algum grau.

  • Sensação de areia/“olho raspando” e ardor por incisão, manipulação e filme lacrimal instável.

  • Queixa de olho seco ou agravamento de doença de superfície ocular, exigindo lubrificação regular.

  • Hiperemia leve, desconforto ao piscar e lacrimejamento.

  • Astigmatismo induzido; em casos selecionados pode ser necessária sutura na córnea e posterior retirada.

  • Percepção de “moscas volantes” (floaters) preexistentes ou novas, geralmente benignas.

Nota: a intensidade e a duração variam conforme o perfil ocular individual e a resposta cicatricial.

Intercorrências intraoperatórias possíveis

  • Miose intraoperatória, flacidez de íris (IFIS), ruptura de cápsula posterior, perda vítrea, instabilidade zonular e necessidade de anel de tensão capsular.

  • Fragmento cristaliniano retido, demandando vigilância ou procedimento complementar.

  • Edema corneano por estresse endotelial, podendo ser transitório ou, raramente, evoluir para descompensação (queratopatia bolhosa).

  • Sangramento intraocular (inclui hemorragia supracoroidiana, raro e grave).

  • Dificuldades técnicas em cataratas muito densas (“maturas”) ou em anatomias atípicas.

Complicações pós-operatórias (do mais comum ao raro)

  1. Inflamação (uveíte anterior), geralmente responsiva a colírios.

  2. Picos de pressão intraocular; ocasional ajuste medicamentoso.

  3. Edema macular cistóide (Síndrome de Irvine–Gass), com borramento da visão central; costuma responder a tratamento, podendo requerer tempo.

  4. Edema/comprometimento endotelial com turvação corneana persistente; em raros casos, necessidade de transplante de córnea.

  5. Infecção intraocular (endoftalmite) – rara, porém grave, com risco de perda visual importante, mesmo com tratamento imediato.

  6. Síndrome tóxica do segmento anterior (TASS) – inflamação intensa não infecciosa, exigindo manejo agressivo.

  7. Descolamento de retina – risco baixo, maior em míopes altos e olhos com alterações predisponentes.

  8. Disfotopsias positivas/negativas (reflexos, sombras na periferia do campo visual), podendo persistir.

  9. Opacificação da cápsula posterior (PCO) ao longo do tempo; trata-se, em geral, com YAG laser.

  10. Descentração/subluxação da LIO, opacificação da LIO ou intolerância a LIO multifocal/tórica, com possível necessidade de reposicionamento, troca ou ajustes ópticos.

  11. Ceratite, abrasão epitelial, erosões recorrentes e dor ocular.

  12. Sinequias, inflamação crônica, depósitos na LIO.

  13. Diplopia (raramente), mais associada a preexistências musculares/neurológicas.

Riscos anestésicos e sistêmicos

  • Reações alérgicas, toxicidade a anestésicos, hematomas palpebrais, visão dupla transitória.

  • Eventos vasovagais, alterações pressóricas, arritmias e intercorrências sistêmicas em pacientes com comorbidades.

LIOs “premium” e expectativas

  • Multifocais/EDOF/Tóricas podem reduzir dependência de óculos, mas não eliminam a possibilidade de uso.

  • São mais propensas a halos, glare, redução de contraste e adaptação neural prolongada.

  • Eventual necessidade de retoque refrativo (óculos, lente de contato, laser corneano) pode ocorrer.

Fatores que aumentam risco ou influenciam resultado

  • Catarata muito densa, alta miopia, glaucoma, doenças retinianas (DMRI, retinopatia diabética), olho seco moderado/grave, blefarite, cirurgias oculares prévias, trauma, colagenoses, uso de certas medicações (ex.: alfa-bloqueadores).

  • Condições sistêmicas (diabetes descompensado, hipertensão, distúrbios de coagulação).

Condutas adicionais que podem ser necessárias

  • Ajustes de colírios, prolongamento do tratamento anti-inflamatório/antibiótico.

  • Retirada/ajuste de sutura corneana.

  • YAG capsulotomia para PCO.

  • Retoque refrativo ou troca/reposicionamento de LIO em situações específicas.

  • Procedimentos complementares (vitrectomia anterior, manejo de edema macular, tratamento de retina/córnea).

Cuidados pré e pós-operatórios (síntese)

  • Informar todas as doenças/medicações. Seguir jejum/uso de colírios conforme prescrição.

  • No pós-operatório, evitar coçar/esfregar o olho, piscina, maquiagem inicial e esforços intensos conforme orientação.

  • Comparecer às consultas de revisão; comunicar prontamente dor intensa, queda súbita da visão, secreção purulenta ou flashes de luz.

Declarações de ciência e limites

  • Resultados dependem de variáveis individuais e não podem ser garantidos.

  • Pode haver sobra de grau, necessidade de óculos ou de procedimentos adicionais.

  • Sintomas como olho seco, sensação de “olho raspando”, halos/glare e flutuação visual podem ocorrer e, em alguns casos, persistir.

  • A decisão terapêutica final é técnica e individualizada, visando segurança e benefício clínico proporcionais.

Recomendamos a leitura atenta do Termo de Consentimento Específico e o esclarecimento de dúvidas em consulta. Nossa equipe pauta-se por critérios de segurança, ética e qualidade assistencial, orientando a escolha mais adequada ao seu caso.

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