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Qual melhor lente para cirurgia de catarata?

Quando se realiza a operação de catarata, troca-se uma lente

natural que deixou de ser transparente, prejudicando a qualidade

da visão, por uma lente artificial transparente com certas

propriedades específicas e cada vez com mais tecnologia.

Antigamente, a finalidade da cirurgia de catarata visava restaurar

a visão que se encontrava totalmente opaca pela turvação

completa da lente cristalino (natural). A evolução da cirurgia e

a exigência da sociedade em buscar visão perfeita sem a

necessidade do óculos  alterou não só a finalidade da

cirurgia como também conseguiu proporcionar às pessoas uma excelente visão sem óculos. Atualmente as lentes trifocais, as mais modernas do mundo, permitem a correção visual tanto para longe, quanto para intermediária (a distância do braço) e visão de perto (leitura).  Em trabalho científiíco realizado na Clínica CEO-Bauru no ano de 2019, mostrou que de 43 pacientes (86 cirurgias) com implante de lente trifocal (todas as cirurgias realizadas na clínica CEO por um cirurgião experiente), 18 (41,8%) pessoas afirmaram estar satisfeitas e 25 pessoas (58%) afirmaram estar muito satisfeitas com o implante da lente trifocal, totalizando 100% de satisfação. Esse dado mostra o grau de tecnologia e precisão nas cirurgias, mas vale a pena ressaltar que nem todos os pacientes são candidatos às lentes trifocais e apenas escolher o tipo de lente não garante o sucesso da cirurgia. Portanto uma anamnese completa e uma conversa aprofundada com seu médico oftalmologista traz várias informações importantes na hora de decidir a lente. Por exemplo: paciente com alguma alteração na retina (retinopatia por diabetes) ou glaucoma não são candidatos ao implante de lente trifocal. Entre outras razões que cabe uma decisão compartilhada entre médico e paciente.

Outro tipo de lente consiste na correção do astigmatismo da córnea. São as lentes tóricas, indicada nos casos de astigmatismo moderado a alto. Para astigmatismo baixo, a clínica CEO-Bauru possui o laser femtossegundo Z8 que realiza incisões relaxantes limbares capazes de corrigir até 1,5 D de astigmatismo.

Outra escolha importante na hora de decidir a lente intraocular envolve o conceito da aberrometria na córnea ("irregularidades na córnea que interferem nos raios luminosos). Para entender mais, vamos ilustrar na imagem:

É notório que alguns pacientes
idosos apresentam miose senil,
nesses casos em que o
diâmetro pupilar é inferior a
4mm, mesmo se houver
aberração corneal esférica, os
raios luminosos aberrados não
passarão pela pupila, assim, nestas condições, o implante de LIOs asféricas seria desnecessário. 

Em casos que o paciente já foi submetido à cirurgia refrativa à Laser para hipermetropia, a córnea periférica já está mais curva, ou seja, a aberração corneal periférica passou a ser negativa. Nestas situações, a LIO esférica convencional é indicada para se compensar a nova aberração induzida. Por outro lado, nos casos de indivíduos submetidos à cirurgia corretiva para miopia por Laser, a córnea periférica fica ainda mais plana, sendo assim, mais vantajoso o implante da LIO asférica durante a cirurgia de catarata. 

Em determinados casos, a aberração esférica positiva residual pode ser benéfica, pois embora possa diminuir a visão de longe no escuro, aumenta a profundidade de foco, facilitando a visão de perto.

São decisões que requerem muita atenção e debate para escolher qual lente se adapta ao estilo de vida e a qualidade da visão.

fonte: Novidades na cirurgia de catarata: lentes intraoculares asféricas- Rev. bras.oftalmol. vol.68 no.4 Rio de Janeiro

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Lente trifocal RayOne